Novo BLOG dos criadores dos 10 Pãezinhos. Muitas conversas e idéias sobre HQ, a arte e a vida.
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:: 31.1.03 ::

31 de Janeiro, dia do acerto de contas.
Muito bem, não terminei minha história (nem de desenhar tudo), mas estou orgulhosíssimo de mim mesmo. Só não fiz a página 1 e a 18 (estranho, né, a primeira e a última) e algumas ainda estão com partes à lápis. É, eu não faço as coisas certinhas e na ordem, pois o barco precisa ir pra frente (estranho, ficou isso, não?). Quando empacava em algum quadrinho, passava pra outro. Quando empacava em alguma página, passava arte-final nas outras já definidas e prontas. Foi assim que, em 16 dia, fiz 16 páginas de uma história inédita e honesta, como deve ser feito. Acordava cedo, jogava um pouco de basquete, desenhava até as oito e meia da noite sem ver o tempo passar.
Ainda tem muito chão pela frente, mas eu já atravessei a rebentação. Esse sorriso não sairá da minha cara, porque, querendo ou não, eu já terminei essa história.

Mal posso esperar pra começar as outras.
:: Bá 7:43 PM [+] ::

...
DESENHE!

Último dia do mês. O que você faz? Faça a mesma coisa que você tem feito o resto do mês:

Desenhe.

Desenhe mais uma página da sua história, desenhe mais uma ilustração para revistas infantis, desenhe mais uma capa imaginária para todos os futuros gibis em que uma história sua será publicada.

E então desenhe um pouco mais.
:: Fábio Moon 7:30 PM [+] ::

...
:: 30.1.03 ::
Hoje é Dia do Quadrinho Nacional.

também é aniversário do Shane.
:: Bá 4:45 PM [+] ::

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:: 28.1.03 ::
Gostei do resultado do desafio que colocamos na semana passada. Algumas pessoas soltaram o verbo e a imaginação e as histórias ficaram bem interessantes. Queria ver tantos comentários em outros textos nossos também, sem desafios.

Falando em desafios, estou entrando na página 14 da nova história que mencionei duas semana atrás. Não creio que terminarei tudo até sexta feira, considerando a parte de pós-produção (escanear, colocar o texto no computador, fazer um tom de cinza), mas estou muito feliz com o resultado e com o rítmo de produção. É sempre bom ver novos rebentos tomando forma, criando vida.

Pra terminar, deixo aqui relatado que tenho interesse SIM em ver o segundo número do TIPOS. Vamos agilizando outro sensacional lançamento porque a vida aqui está muito monótona. Estou precisando de umas baladas eróticas em Londrina.
:: Bá 4:09 PM [+] ::

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:: 22.1.03 ::
Idéias para uma história


Às vezes, uma história é o resultado de várias idéias que você vai colocando no papel, montando, mudando aqui e ali, procurando um sentido para que todos esses elementos estejam na mesma história. Suas idéias, muitas vezes, são memórias de experiências passadas, de momentos do seu dia-a-dia, são amigos (ou vários amigos num personagem só), são conversas da mesa de um bar, são frases escritas na parede de um prédio ou na traseira de um caminhão (sem esquecer os bons e velhos livros que estamos sempre tentando ler).

Que história vocês, os nossos parcos e fieis leitores, contariam a partir dessas idéias acima?

Essa não foi uma pergunta retórica.
:: Fábio Moon 7:19 PM [+] ::

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A maré está a virar e bons ventos trazem muitas novidades para todos que aqui esperam por dias melhores. Amigos de terras distantes aqui desembarcam neste momento de calor fervoroso e chuvas tórridas, pois há muito que a dúvida e a incerteza pousaram do lado de lá das terras deste continente. Mensagens de outras paragens não tardam a chegar, pois o primeiro contato já foi feito e não há mais retorno praqueles que já atravessaram a porta das novas histórias. Fomos até os confins gelados das terras ermas, suportamos por tantos anos uma longa espera que está prestes a findar. À nossa terra regressamos, pois aqui somos mais necessários. A maré está a virar.

PS: Estou muito empolgado com tudo que está acontecendo e que logo será revelado e estou lendo as últimas páginas do terceiro livro do "Senhor dos Anéis".
:: Bá 11:32 AM [+] ::

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:: 20.1.03 ::
"Tô com saudade que é coisa de brasileiro."

Normalmente, frase que vem em aspas significa que é uma citação. O título, neste caso, é. De uma música do Clube do Balanço, uma banda que eu gosto. Gosto mais do ritmo do que das letras, que são até que simples e leves, mas ainda assim divertem.

Mas o que me faz pensar nessa letra é esse negócio da saudade. Saudade é uma palavra que outras linguas não tem. O inglês não tem, pelo menos, e os brasileiros só se ligam no que tem em inglês. Mas fica então minha dúvida: será que somente os brasileiros sentem saudade? Ou ainda: será por isso que nós sentimos TANTA saudade?

Fazer quadrinhos dá saudade. Dá saudade porque, normalmente, o quadrinhista não consegue ficar sempre fazendo os seus quadrinhos, tem que arranjar o sustento. Dá saudade porque fazer quadrinhos é negócio demorado, desses que demora dias para terminar o que, ao se lembrar de quando começou, você já fica com saudades antes de terminar. Dá saudade porque a sensação de fazer quadrinhos é única, e de ver o seu trabalho pronto e sendo lido, inesquecível. Quem esquece não sente saudade.

Estou com saudade daquela história que me pega de surpresa. Hoje tanta coisa me pega de surpresa. Uma carta, um e-mail, o irmão – sempre! –, a namorada. Cadê, então, a história?

Essa história nova do Bá me pegou de surpresa. Será que a história que te surpreende não precisa ser sua?

Será que uma história sua te surpreende?

"Ai, que saudade da Amélia..."
:: Fábio Moon 7:56 PM [+] ::

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o Shane está em São Paulo e vai ficar por aqui por um tempo. Encontraremos muito com ele e, quem sabe a gente não faz algo novo, juntos novamente.
:: Bá 2:02 PM [+] ::

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:: 17.1.03 ::
Ontem, estávamos jogando basquete. Eu, o Bá e um amigo. Eis que chegam outros dois caras, grandes e, nitidamente, interessados em integrar aquela patética, mesmo que muito atlética e divertida, prática esportiva. Jogar basquete com mais gente é quase sempre mais legal do que ficar jogando de dois, com um sobrando de gandula. Convidamos os tais sujeitos para jogarem conosco.

Um deles, por infelicidade do destino, viu seu tênis entrar em combustão espontânea – mesmo! – e derreter, desmontar todo e cair aos pedaços, deixando-o descalço.

O outro veio para o jogo, olhou para nós três, parados na sua frente, ficou revezando seu olhar por um momento entre o Bá e eu e, então, perguntou:

– Vocês não são o Fábio e o Bá, dos 10 Pãezinhos?
:: Fábio Moon 1:52 PM [+] ::

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:: 16.1.03 ::
É ótima a sensação da história ganhando vida. Minha nova HQ é apenas uma criança, ainda em páginas à lápis, mas ela cresce muito rápido. Ainda não fala, mas isso logo acontece. Os personagens já estão se solidificando, vivendo nas páginas, sobrevivendo à troca de quadrinhos, à virada de página. Minha história mal pode esperar crescer um pouco mais e começar a ganhar mais forma, mais volume, mais... arte-final. Um sorriso cresce no meu rosto só de pensar nisso.
:: Bá 6:53 PM [+] ::

...
Sempre que o Bá faz uma página nova, eu me lembro de como ele desenha bem. Mais do que desenhar bem (porque fazer quadrinhos não é só saber desenhar) ele é um excelente contador de histórias. As páginas são, no melhor sentido da palavra, invisíveis. Fica só a história.

Espetacular.
:: Fábio Moon 6:21 PM [+] ::

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:: 13.1.03 ::
Antes de mais nada, feliz ano e que 2003 traga muitas histórias para todos nós.

O ano que passou foi muito intenso, fizemos participações em 4 livros diferentes, com histórias inéditas (ao contrário das gavetas), comparecemos a muitos lançamentos, eventos, fomos até a Espanha para a abertura da exposição ConSecuencias e eu até fiz discurso em castelhano... e foi ótimo. Mesmo assim, tanto ficou faltando, tanto ficou devendo. Ficamos devendo um novo livro dos 10 Pãezinhos. No ano passado trabalhamos muito, mas produzimos pouco. Eu produzi pouco.

Este ano quero sanar isso, quero contar todas as histórias possíveis, sem preguiça e sem medo. Quero parar de falar tanto, pensar tanto. Chega de BLA-BLA-BLA.

Até o dia 31 de Janeiro, vou terminar uma HQ nova de 18 páginas... e isso é só o começo. Aguardem.
:: Bá 6:11 PM [+] ::

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:: 7.1.03 ::
Na Espanha, entre as familias mais religiosas, é somente no dia de Reis que são abertos os presentes de Natal, pois seria nesse dia que os tais dos três reis magos teriam chegado até a tal criança com os presentes. Mesmo que você não seja religioso na Espanha, você sabe que isso acontece pois é só a partir do dia 7 de Janeiro que começa a liquidação geral em todas as lojas com os restos da temporada de final de ano.

Não sei por que pensei nisso. Hoje é o dia 7 de Janeiro, mas não deve ser isso. É muito óbvio.

Ah, lembrei.

São todas essas revistas de quadrinhos que trouxemos da Espanha que eu tenho lido nos últimos dois dias. Quando eu terminar de ler tudo isso, mando comentários sobre a produção indepentente – ou nem tanto – de nossos colegas dorminhocos. Imagine só se um espanhol estaria fazendo algo sério, como trabalhar ou escrever na internet, durante a siesta. Nunca.
:: Fábio Moon 2:52 PM [+] ::

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:: 6.1.03 ::
Opiniões

Todo mundo vai sempre ter uma opinião sobre o seu trabalho. Claro, considerando que essas pessoas conheçam o seu trabalho. Mais, tomando por pressuposto que elas são pessoas que, antes de tudo, possuem opinião própria.

Antes de querer matar as pessoas que tiverem uma opinião diferente da sua, tente pensar de onde essas pessoas partiram para chegar ao que elas acreditam e como suas crenças influenciam a percepeção delas sobre o seu trabalho. Pense em todos os aspectos do seu trabalho que você não pára mais para pensar, que já estão incorporados no seu vocabulário pessoal de referências, mas que podem não ser tão óbvios e diretos para as outras pessoas, principalmente aquelas que logo de cara parecem não ter percebido tais aspectos. Lembre-se sempre de se perguntar durante a produção do trabalho se tudo aquilo que você pensa e entende e pretende com o seu trabalho está de fato no trabalho, pois não dá para esperar que as pessoas vejam algo que não está lá.

Depois de tudo isso, você PODE querer matar as pessoas que tiverem uma opinião diferente da sua.

Elas não pararam para pensar.

Você parou.

. . .

Brincadeiras, de vez em quando, fazem bem.

. . .

Agora, falando sério, o profissional da área de quadrinhos vai se deparar muito com pessoas com opiniões das mais diversas sobre o seu trabalho, principalmente quando essas pessoas querem te contratar para fazer um trabalho que, em algum lugar de suas cabecinhas, elas decidiram que a melhor forma de realizar seria em quadrinhos. Em primeiro lugar, a maioria dessas pessoas não sabe realmente o que é uma história em quadrinhos, não sabe como se faz uma história em quadrinhos e não sabe te dizer por que ela precisa de uma história em quadrinhos. Em segundo lugar, elas acham que histórias em quadrinhos, assim como o conserto de um aparelho de TV – que são, em geral, considerados seviços simples de realização devido à facilidade com que as pessoas vêem TV ou lêem um gibi – são sempre mais caras do que elas querem pagar. "Mas eu acho que é na tomada que está o problema, não dá para fazer um desconto?" Finalmente, depois de quererem que você faça para elas esse trabalho que tem de ser em quadrinhos, depois de não entenderem por que você pediu o preço que pediu (e que acabou diminuindo para algo que você simplesmente se contentou como o mínimo possível que o mantivesse longe da vergonha de ter de falar sobre isso com outros cartunistas), depois de darem as opiniões delas sobre o que elas acham que querem do seu trabalho e depois de você ter concluído e entregue o trabalho, depois de tudo isso elas não serão capazes de te dizer qual a opinião delas sobre o seu trabalho. Mesmo que suas bocas estejam se mexendo, mesmo que frases inteiras sejam ditas, o trabalho continuará lá e nada será dito sobre ele por essas pessoas.

Pode parecer exagero. Não é.

Pode parecer brincadeira. Não é.

E é claro que isso não se limita somente às histórias em quadrinhos.
:: Fábio Moon 4:38 PM [+] ::

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